Novidades

Economia na crise: ciência ou fé?

19 de Agosto de 2016

A economia é uma matéria intrigante, o seu foco é sempre difuso, mas sua inflexão é indiscutivelmente mais forte quando nos encontramos em sua duas posições extremas: Crise ou Aceleração. Desespero ou Euforia. Os resultados, dai decorrentes, sejam nas pessoas físicas ou jurídicas, normalmente são reflexos de um dos dois sentimentos.

Embora lide com números, resultados, ganhos ou perdas exatas, volumes de investimentos planejados, planilhas e gráficos precisos, ainda assim a economia não é uma ciência exata. Essa dicotomia e ambiguidade faz da economia um campo instigante, misterioso e desafiador, onde apenas uma parte da ciência se “mostra”, permanecendo uma outra face obscura e subjetiva.
Isso porque, no campo econômico ou de mercado, milhares de variáveis teriam de ser cruzadas para chegarmos a um resultado preciso, inquestionável e único.

Quem não conhece alguns empreendimentos que naufragaram mesmo com os melhores planos de negócios e relatórios de pesquisas de mercado elaborados por competentes profissionais. E, ao mesmo tempo, quem não se deparou também com alguma história de empresas que nasceram, cresceram e atingiram uma maturidade incrível, sem qualquer ciência ou plano.

Os caminhos para o sucesso financeiro, para se fazer dinheiro, portanto ainda são insondáveis, embora tenhamos alguns pressupostos já bem consolidados e o marketing está aí para prova-lo.

Mas faço essa introdução apenas para facilitar a reflexão sobre os caminhos previsíveis, mas seguramente inexatos, do dinheiro, do consumo, do que cai ou não no gosto do público. Sobre para onde caminham as febres, as tendências, os modismos, as mudanças bruscas de hábitos e comportamentos.

Para perceber, lidar e se adaptar rapidamente a tantas variáveis, aqueles que entendem que de uma grande crise pode surgir também uma grande oportunidade, devem sobretudo acreditar - de forma inexorável - em seu produto e, sobretudo em si mesmo. Acreditar na própria força para sobrepor as dificuldades e desafios. Acreditar que o tempo está a seu favor e que cada dia vencido é uma vitória eterna e permanente. Não há sucesso sem uma certa dose de obsessão, descartando os dias difíceis e se fixando apenas nos dias de superação. Aprendendo todos os dias, com absoluta certeza que amanhã será infinitamente melhor.

Navegar no mercado, instigado por ventos da economia, nem sempre amigáveis, não é ofício para pessoas emocionalmente frágeis. Seu foco na exatidão dos números deve ser absoluta, sua fé em si mesmo inabalável. No meio desses dois extremos, milhares de variáveis e detalhes poderão determinar seu caminho na direção do sucesso ou do fracasso. Mas uma coisa é certa, todos os detalhes poderão ser corrigidos, porém se uma das extremidades romper a nossa navegação estará a deriva.

A crise é a tempestade que irá limpar a atmosfera, aqueles que resistirem ao seu impacto, sairão mais fortes depois da travessia. Sem esquecermos que se é verdadeiro que a economia tem sua carga de subjetividades, a crise certamente também a tem.

~ Onor Filomeno ~